Bruckner e “A Tentação da Inocência”.
dezembro 26th, 2009Author: Gilson AguiarComo as pessoas estão dispostas a receberem “tudo” somente por existirem. A construção da vida parece uma dádiva por si mesma. Não contamos que existir depende principalmente do ato de construir nossa existência e de que ela é herdeira de outras que a antecederam.
Assim como Baudrillard, Bruckner demonstra o quanto os objetos vivem e nós somos passivos espectadores dele. O quanto a existência e o sentido está nas coisas e não em nós. O elemento mais importante desta condição se apresenta na relação que estabelecemos com o mundo material.
Temos a intensa sensação de que apreendemos com os elementos mágicos da publicidade a ver o mundo como nos anúncios expressos nos meios de comunicação, ou espalhados pela cidade através de outdoors e placas luminosas, letreiros e vitrines. A via é melhor no paraíso terrestre das coisas que nos cercam por imagens encantadoras que expressam a verdade do hoje sem passado ou preocupação com o futuro.
O interessante na obra de Brukner é a relação que o autor estabelece entre a sociedade de consumo e a infantilidade do homem contemporâneo. A fragilidade que a lógica publicitária impregna no elemento humano contemporâneo. Esta visão imediata é ao mesmo tempo herança da riqueza e condenação da Civilização Ocidental.
Nas periferias urbanas do Ocidente assistimos a esta idolatria desmedida que arregimenta mão de obra para o tráfico de drogas. Ao mesmo tempo enchem de orgulho superficial os moradores das áreas mais protegidas e abastadas. Os idiotas estão por todos os lados.
O Estado protecionista de nossos dias é um contribuinte eficiente na prática de estimular o desejo publicitário. Ele mesmo é fruto de uma publicidade constante que o coloca acima de defeitos e contradições. A popularidade de um presidente é medida de aparições alucinantes e anúncios bombásticos de práticas inexistentes. O governante se mistura a propagandas de sabão em pós, celulares e a inclusiva linha branca, que para o estado tem mais eficiência na inclusão social do que o emprego.
Ler Brukner é um caminho para se entender a alucinada era do consumo forjado pela ditadura esquerdizante, viciada em soluções paternalistas que insiste em chamar de inclusivas e protetoras. É o vício de que teremos acesso pela dádiva infantil de quem cria o cidadão como uma criança mimada, tudo quer, a tudo tem direito, nada pode lhe faltar, sem nada merecer.
Umbigo urbano
dezembro 23rd, 2009Author: Gilson AguiarFico estarrecido com os debates a cerca do planejamento urbano, estou falando especificamente da Conferência das Cidades que ocorreu em Maringá nesta semana (21 a 23 de dezembro). Parece ilusória a discussão sobre “casas geminadas”, “área de contenção” e espaços públicos.
A contrariedade as regras do mercado debatidas com inclusão pelo consumo a lotes urbanos, e pouco debates sobre a viabilidade de acesso aos serviços, dominou o tumultuado encontro entre poder público e sociedade civil, na referida conferência.
O que surpreende sãs as defesas da esquerda vitimista e infantil sobre o direito dos trabalhadores que, excluídos das benesses do consumo dos espaços urbanos privados, esquece da viabilidade de adquiri-los.
Os “sacros defensores dos excluídos” valorizam o mais ridículo exercício da luta pelo terreno ideal sem programar a luta por regras de acessibilidade e condição de vida, principalmente o trabalho e a má gestão do dinheiro público. Pregam o consumo sem entender as condições em que se produz o direito de existir nas leis de mercado.
Folheando o jornal “O Diário do Norte do Paraná”, ouvindo a CBN, entendi a ridícula preocupação que levou a espacamentos, tumulto e as retiradas da plenária pelos descontentes “excluídos”. O consumo organizado, aliado do poder público venceu os desorganizados e limitados consumidores revestidos de cidadãos.
Estamos discutindo o preço do terreno, mas não estamos discutindo a viabilidade ao emprego e sua manutenção no espaço urbano. Uma discussão mais séria deveria levar em consideração as vias de acesso, como o transporte coletivo e a infra-estrutura nas cidades vizinhas na “Região Metropolitana”.
Discussão sobre uma cidade deve ter em mente a herança de um espaço urbano que recebemos de gerações passadas e que, em sua dinâmica, denunciam as suas forças sociais, as relações com o poder público e todos os problemas que temos que enfrentar no dia-a-dia.
Quando debatemos, por exemplo, a extinção das casas geminadas em terrenos com menos de 300 m2 não levamos em consideração que a exploração imobiliária também é o empilhamento de indivíduos em um mesmo terreno, o que é tão nocivo quanto à supervalorização dos terrenos e os condomínios horizontais.
Vejo que o espaço urbano é uma denúncia constante, mas que tem que ser entendido pela sua construção ao longo do tempo. Nossos excessos de carros deveriam ser combatidos com taxas de circulação de veículos nas áreas centrais. O estímulo ao transporte coletivo em detrimento do individual deve ser o ponto mais importante de uma conferência que discute a cidade de Maringá.
O transporte coletivo é tema relevante e valoriza a democracia e da acessibilidade ao deslocamento. Passe integrado para a região metropolitana é um boa defesa. Além deste, disseminar o uso da bicicleta, valorizar o pedestre e instruí-lo dentro de uma maximização das vias de acesso, calçadas, faixas de pedestres, praças, etc.
Porém, discutir uma cidade isolada das demais regiões que a cercam, principalmente as cidades que estão interligadas, é tarefa inútil. Uma conferência metropolitana seria um fórum mais adequado.
Um exemplo disto é o que acontece com Sarandi hoje. Uma cidade que vive uma crise política administrativa deflagrada nesta gestão, mas que já é pratica comum ao longo das administrações passadas. Muitos de nossos trabalhadores residem nas cidades vizinhas, os problemas deles nos dizem respeito, a falta de infra-estrutura urbana, saúde, educação e violência se desdobram em nossa realidade.
Enquanto se valoriza o espaço urbano de Maringá, são jogados milhares de trabalhadores nas cidades ao entorno. Estas regiões precisam de condições de habitação dignas em sua cidade, de locomoção adequada e acessível à Maringá. Se isso ocorresse, poderíamos ficar nos devaneios de nossa Conferência das Cidades sobre a decoração do condomínio fechado que Maringá se transforma a cada dia com tempo e sem medo de sermos invadidos.
Violência anunciada, cidadania do consumo
dezembro 17th, 2009Author: Gilson AguiarTudo parece longe e perto quando se fala da violência urbana, tudo o que se traduz em noticiários distantes em que os olhos passam nas linhas dos jornais impressos ou nas imagens da televisão é seguro comprometimento com os problemas que não exigem uma ação pessoal para a solução, mas alimentam nossos debates à mesa, filas e encontros casuais para avaliar o quanto estamos dentro de uma guerra civil constante.
Neste dia a dia protegido, de um cidadão comum, nas conversas de rua em que se encontram inúmeros outros seres que dividem conosco a agitada vida urbana, tropeçamos em depoimentos contrários ao que nossos tão bem informados meios de comunicação costumam relatar. Entre estes encontros, vou chamar minha conhecida de “Terezinha”, que conheci na compra de um produto no centro da cidade.
Terezinha mora no Conjunto Andréia, na parte Oeste da cidade, uma periferia como tantas outras, mas que esconde um cotidiano revelador. Trabalhando todos os dias no comércio, Terezinha demora uma hora e meia no deslocamento da casa para o trabalho. Marido caminhoneiro, dois filhos, uma dificuldade imensa de levar a vida, convive com o que há de mais tenso nas relações sociais de nossos dias, ela mora em um ambiente tomado pelo tráfico.
Pode parecer exagero usar o termo “tomado”, mas imagine conviver com um bairro onde o poder está definido pelo comando paralelo, é preciso pedir autorização para entrar e sair. É possível encontra homens armados a luz do dia, assistir a consumo e negócios com drogas em plena três horas da tarde, assistir assassinatos como um ato comum nos acertos de contas para eliminar quem resolve não cumprir as regras dos gerentes do mercado da alucinação.
Neste mundo cotidiano, carros das classes abastadas, quase sempre ocupados por seus filhos dopados pela ociosidade, circulando em meio à miséria para se abastecer de sentimentos de vida que só são possíveis no consumo do crack. Os bons consumidores estão duplamente protegidos, no endereço que moram os aparatos de segurança é intenso e os meios de comunicação ajudam a aliviar a culpa, no local onde compram drogas são clientes que exigem um bom tratamento. A praga que move a desgraça de todos não tem o que temer. Os usuários com tratamento diferenciado, arrogantes financiados por país ausentes, são nosso maior problema.
Mas, vamos voltar a minha amiga Terezinha que afirma sentir segurança em deixar os dois filhos em casas, não temer que sua propriedade seja assaltada. “Conheço todos no bairro, se ficar calada diante do que vejo nada vai me acontecer”. Ainda completa, “tem horas em oferecem ajuda, além de produtos roubados”. Eis o porquê o aparato público e as políticas públicas de segurança estão condenados ao fracasso, não são capazes de exercer sensivelmente o papel da segurança e do bem estar, de promover o acesso ao desejo material. Os membros do tráfico promovem a segurança cotidiana, atendem ao desejo material de produtos de luxo comprados por preços módicos.
O irônico do poder e da sociedade paralela é a recepção ao aparato policial com fogos de artifício, aviso rápido de reação e alerta, mas também a comemoração de como a ilegalidade funciona e socializa com eficiência o que o aparato de segurança público divide, a busca da proteção tem lados diferentes.
Os renegados se unem pela exclusão, violência excessiva contribui para o funcionamento eficiente de um arsenal bélico que o crime organizado apresenta em abundância. Não há burocracia para adquirir armas em bairros como Thaís, Hortência ou Andréia.
Também não há falta de mão de obra ou treinamento, a disposição de ingressar no crime é feita pelo sentimento de preconceito e dificuldade de acesso ao mínimo, ainda mais quando o que se quer, mais que educação, transporte, saúde é consumir os bens industrializados e anunciados como dignidade e prestígio. Um tênis e um celular curam o câncer moral e reabilitam a ilegalidade com a aparência necessária de ser aceito.
Sarandi: mesmo no abandono o futuro trás respostas em forma de crise.
dezembro 17th, 2009Author: Gilson AguiarOntem acompanhei os noticiários sobre a cidade de Sarandi, uma cidade que demonstra no caos que vive o retrato do que a falta de um planejamento produz. Uma cidade que expressa sua origem e foram organizados para abrigar o provisório, os que não mereciam atenção, os que poderiam ser deixados para depois.
Sarandi é o esquecimento provocado por nossas preocupações parciais, nosso lucro de capital mesquinho, sem entender a lógica de um sistema econômico cruel e justo. O capital é duradouro quando articula ações imediatas com o longo prazo que o perpetua.
Os criadores dos bairros sem esgoto, asfalto, iluminação e a margem de córregos e nascentes. Os exploradores de uma mão de obra que, mesmo barata, tinha vida longa e gestou mais problemas ao longo do tempo. Os nossos medíocres empresários contrastam com o lógico e se esquecem que suas construções fanáticas por lucro rápido geram descontentamentos como filhos legítimos de sua míope visão empresarial.
Quem expressa bem os criadores do caos sãos os representantes públicos que administram e administraram Sarandi. Na seqüência e sem partidos que os absolvam por uma ideologia, ou uma proposta de futuro, políticos eleitos contribuíram para que interesses pobres fossem escolhidos por pessoas pobres.
Esta é a expressão do clientelismo, fruto de interesses imediatos, tanto dos que querem lucro fácil como dos que querem ter benefícios rápidos e, também, fáceis. A cidade periférica cresceu de forma assustadora, aprofundou seus problemas na dimensão em que o esquecimento se traduziu em resposta prolongada.
No mesmo molde que o candidato prega a solução através da dignidade falsa dos favores pequenos, o eleitor medíocre está pronto a atendê-lo com migalhas traduzidas em aliciamento de cabos eleitorais que quantificam as doenças, aluguéis, contas de água e luz como retribuição pessoal e deslocada de um projeto social duradouro.
O atual prefeito, Milton Martini, é a expressão mais fiel do que Sarandi poderia ter como resultado do tempo de abandono e falta de planejamento. Ele é fraco e desequilibrado, pouco habilidoso com as tramas políticas que o elegeu. Acredito, pelos poucos dados e fatos que observo, que ele foi pouco determinante de sua própria desgraça, menos por inocência e mais por incompetência.
O que me faz crer que tudo o que estamos assistindo na cidade vizinha é extensão de nós, diria que uma “Maringá esquecida”, é o fruto da emancipação irresponsável que criou um município com leis orgânicas manipuláveis e permissivas ao mau interesse dos empresários medíocres.
Mas, qual será o futuro de Sarandi? Não sei dizer, apenas consigo entender o que a cidade que tem uma relação tão próxima com Maringá é uma obra que poderíamos ter evitado. Nossa vizinhança é tudo o que construímos, condição de abandono que é futo dos nossos vícios e cúmplice de nossos problemas. Por isso, antes de demarcar o território que consideramos um mal para nossa vida, temos que entender o quanto a nossa vida se alimenta deste mal.
Em quebra-cabeças complexos as pequenas peças são decisivas.
dezembro 15th, 2009Author: Gilson AguiarA política brasileira, ou latino-americana, tem suas peculiaridades. Em muitas vezes as teses liberais de Rousseau, Montesquieu, D’Alambert não são o suficiente para compreender a máquina política da democracia liberal latina. Acredito que nem a democracia seja racional com a quantificação da proporcionalidade do voto em países como o Brasil. Mas, o que me interessa discutir com isso? A democracia no Paraná, nas prévias do ano eleitora (2010) tem seu lado latino e tropical.
Acredito que é possível perceber nos pré-candidatos ao governo do estado pitadas dos grandes ditadores ou fanfarrões democráticos, exemplares da aristocracia agrária cheias de vaidades e poder que emergem na personalidade vazia. Entre os candidatos há um impulso de expressar nos “balões de ensaio” a sinceridade habitual que não será mostrada durante as eleições.
Seria demasiado curto enumerar a quantidade de fatos que demonstram as boas e más intenções das prévias do sufrágio, mas algumas delas, sem dúvida, merecem destaque. Um deles é o caudilhismo aristocrático da tradição política, exemplares desta característica não faltam, sejam os próprios construtores da tradição ou seus herdeiros.
Um exemplo da tradição do poder é Beto Richa, moldado na mesma imagem de Collor de Melo como “o garoto que deu certo”, renovação, mas filho da tradição de poder que dá a aparente segurança de mudança sem sair do lugar. Já experimentamos este ato inúmeras vezes na história brasileira. Getúlio Vargas surgiu neste mesmo molde, mas isto fica para outra conversa.
Outro exemplar da política latina no Paraná é Roberto Requião, um caudilho à “esquerda”, com discurso social e pulso de ditador, navegando na democracia e jogando com a falta de regras claras que permite o abuso no exercício do cargo público. As falas, com efeito, e acesso aos meios de comunicão estatais ou privados dá ao governador paranaense o ar de um “pai da pátria” que o populismo, mais uma vez, cravou no Brasil a falsa idéia da mudança aos velhos moldes do autoritarismo.
Os petistas sabem fazer o autoritarismo populista como ninguém. Dentro de uma lógica quase religiosa, o Partido dos Trabalhadores, emergiu do sindicalismo paternalista estatal. Estado corrompido para beneficiar a inércia de setores econômicos e programas sociais parasitas que só sobrevivem à custa do dinheiro público. A esquerda latina nunca teve um vínculo com a classe operária que tanto exalta de forma legítima. Foi imposta pelas regras da organização operária que, mais uma vez, temos que lembrar o autor, o Getúlio durante o Estado Novo (1937-1945).
Ainda tenho que relatar sobre os Dias, a Família que construiu o poder unido dentro de casa, mas dividido com a morte do patriarca. Álvaro e Osmar viveram na origem e nos primeiros anos de suas vidas públicas sobre o teto acolhedor e conciliador familiar. Saíram de casa recentemente e se descobriram em cantos opostos. Hoje, o senador Osmar Dias reúne as forças agrárias e sua articulação rápida para tomar a dianteira na corrida eleitoral, mas sua velocidade inicial pode lhe custar um tombo antes da reta de chegada, os que se dispõe há primeira hora também são os primeiros a mudarem de lado. Os apoios que o senador pedetista angariou em sua pré-candidatura estão se esvaziando com a chegada da decisão, é nisso que o irmão Álvaro aposta.
Contudo, e talvez o que poucos analisam, é que o sobrenome Dias pode não ser tão acolhedor e conciliador como foi no passado, mas se houver um acordo entre os irmãos ele virá com um preço elevado, a aposentadoria política dos senadores “pés vermelhos”.
E para não deixar de falar de todos, ou quase todos, Orlando Pessuti é o vice-governador que, mesmo dentro do PMDB de Requiâo, está solitário a espera dos que possam usar sua candidatura em interesse próprio. Apostar em um apoio dentro de um partido que tem como regra a incoerência é apostar na sorte de uma roleta russa. Sorte é a único aliado de Pessuti. Ele vive das sobras de um governador que só o tolera como vice, mas jamais o verá como herdeiro.
Assim, o quebra-cabeça eleitoral vai se fazendo, e as pequenas amarras podem ser decisivas na composição final. É aí que repousa a importância dos pequenos aliados que selam acordos. Rubens Bueno está, pelo que tudo indica, sabendo amarrar estas diferenças a favor de uma candidatura que uma os opositores de Requião, Pessuti e o PT, um partido sem rosto no Paraná. Ele pode conseguir o impensável, diante de tantas discórdias e desencontros ser o elo entre as peças vaidosas na busca do poder. É assim que a pequena peça completa o quebra-cabeça, não é percebida a princípio, mas é determinante para preencher os vazios.
Sociedade da mediocridade
dezembro 11th, 2009Author: Gilson AguiarComo é bom retomar a mediocridade humana como tema. Estou lendo e relendo autores que trabalham a degradação da razão humana em uma sociedade que extrapola pela superficialidade do raciocínio e mediocridade dos atos.
Hoje fiquei revendo alguns conceitos de José Ingenieros, autor de “O Homem Medíocre”. Um trecho para reflexão da obra de Ingenieros é:
“Os homens rotineiros desconfiam de sua imaginação, benzendo-se quando esta lhes atribula com heréticas tentações. Renegam a verdade e a virtude se elas mostram o erro de seus preconceitos, mostram grave inquietude, quando alguém se atreve a perturbá-los. Houve astrônomos que se negaram a olhar o céu através do telescópio com receio de ver desbaratados seus erros mais fortes.”
Mas, nos parece que hoje, em plena sociedade entendida pela razão, os temerosos e preconceituosos estão à solta e determinando falsas verdades. Até quando vamos precisar de nos benzer para fugir da racionalidade necessária. Os dogmas que se propagam são meios fáceis de enfrentar uma realidade difícil. Por isso a crença em verdades absolutas, resumidas em poucos princípios de obediência sem dúvida, ganhou os templos, livros, noticiários, músicas, obras de arte e, principalmente, a publicidade. Esta última, por sinal, é para muitos a melhor explicação da realidade e da existência, é para cada um sem se comprometer com ninguém.
Crack impulsiona a cocaína
dezembro 11th, 2009Author: Gilson AguiarRetomo minha conversa com os leitores falando do CBN Maringá 2ª Edição de hoje (11 de dezembro de 2009). Organizei uma série de entrevistas e abordagens sobre o consumo de drogas e o crescimento do tráfico de cocaína, a qual superou a maconha em apreensão. Com certeza a produção também aumentou.
Dados da Gazeta do Povo de hoje mostra que Peru e Bolívia aumentaram a produção de cocaína e a rota do tráfico está ampliada na fronteira do Brasil com o Paraguai. As apreensões de drogas aumentaram nos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
O que preocupa é que o consumo de crack é o fator determinante para o aumento do tráfico de cocaína. Nas entrevistas de hoje o delegado chefe da 9ª Divisão Policial de Maringá, Márcio Amaro, a presidente do Conselho Municipal Anti-Drogas, Cecília Rezende e a coordenadora de Moda do Cesumar e ex-secretária de Assistência Social de Maringá, Sandra Franchini.
Vale esclarecer que Sandra Franchini está desenvolvendo pesquisa sobre a relação entre a estética e o incentivo ao consumo na população de baixa renda, um dos fatores que impulsiona a entrada de jovens no tráfico de drogas.
Hoje a tarde na CBN Maringá, 95,5 FM.
Retomando a conversa
dezembro 11th, 2009Author: Gilson AguiarTempo é algo que constrói e destrói, mas espero que o tempo em que fiquei distante do meu site não tenha afastado os meus leitores. Contudo, escrever é uma forma também de refletir sobre os dias e os fatos que temos que analisar de forma racional.
WRA Gestão em T.I.