Zona de Conforto
março 6th, 2010Author: Gilson AguiarComo é feliz quem está na zona de conforto. É o caso de Roberto Requião e Paulo Bernardo que trocam acusações e pretendem levar esta discussão para a justiça. Quem observa o ritual pode, por distração, cair na armadilha do embate entre opostos, mas é apenas o ambiente da zona de conforto.
Um dos gladiadores pretende retornar ao Senado e já tem como garantida a sua vida pública, o outro pretende manter-se como um dos braços do poder no Estado e manter seu poder dentro no governo federal.
Quando se está na zona de conforto, impasses dos porões se elevam a superfície e nos dão a aparência de rupturas. É quando a vida privada e seus melindres de vaidade se tornam públicos. Mas, nada sério, tudo em nome de mantermos o poder.
Os embates entre Requião e Bernardo se dão pelo relaxo da convivência íntima e pela luta constante pelos pequenos rituais de poder. O governador do Paraná não quer machucar o PT em suas agulhadas no ministro.
Vale lembrar que o governador esteve em Maringá, na quinta-feira (4 de março) e ficou ao lado do seu ex-secretário de Planejamento, Ênio Verri, que é presidente do Partido dos Trabalhadores no Paraná. Fala ao pé do ouvido, sorrisos e abraços. Nada que lembre o conflito com o ministro petista.
Viva a zona de conforto!
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Álvaro ressentido, Richa escolhido
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarO PSDB se reuniu nessa terça-feira (23/02) e escolheu seu pré-candidato, foi Beto Richa, o prefeito de Curitiba. A escolha já era anunciada há meses, mas resistia a ser declarada com o trabalho constante do senador Álvaro Dias em se manter como uma possibilidade dentro do partido tucano.
Nada deu certo para o senador paranaense, dentro do partido no estado as portas foram se fechando e as condições eleitorais estabelecidas indicaram interesses locais acima de um plano nacional partidário. Os “tucanos da araucária” se desligaram do projeto nacional em torno da candidatura de Serra e centraram no desejo incontrolável de vencer na disputa ao Governo do Estado.
Quanto isso vai custar às eleições nacionais? Esta pergunta começará a ser respondida a partir do segundo semestre deste ano, quando as campanhas presidenciais ganharem o país e passarem pelo território paranaense.
O que se pode tirar de lição da pré-candidatura de Beto Richa pelo PSDB é que Osmar Dias será candidato e terá o apoio do irmão, Beto só poderá contar com Álvaro se o irmão não chegar ao segundo turno.
Outra lição a ser tirada é que o sonho do candidato próprio do PMDB irá se realizar e será Orlando Pessuti, o vice-governador. Pessuti vai correr, aparentemente, por fora e terá uma possibilidade se o clima da campanha tomar contornos agressivos e desgastar candidatos que vão ficar em evidência no início da campanha.
Outro ponto a se destacar é o desejo do presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, que não deve se realizar, uma coligação em torno de um nome que combata o PMDB. Calculo que Bueno será candidato e expressão da fragmentação de interesses.
Grande parte do que falei acima pode não se realizar, mas acredito nestes desdobramentos. Contudo, hoje, ouvi a entrevista que Beto Richa deu a Ronaldo Nezo na CBN. Richa criticou Álvaro e defendeu a unidade do partido.
No Jornal CBN Maringá 2ª Edição tentei contato pelo twitter com o Álvaro Dias para uma contrapartida sobre as críticas de Beto Richa, mas ele disse que “o assunto estava esgotado e que não havia mais nada a falar”.
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Arte em Cada Um e a Arte de Todos
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarNo Programa Cidades no Ar entrevistei Deborah Kemmer. A coordenadora do Curso de Artes Visuais do Cesumar dirigiu projeto que criou elementos artísticos em espaços públicos da cidade de Maringá. Entre os espaços que receberam um novo visual estão o Hospital Municipal, Secretaria de Saúde e Viaduto da Tuiuti.
Kemmer defende a importância de elementos de decoração que contribuem para a eficiência de espaços voltados a saúde pública ou, até mesmo, vias públicas. “As pessoas mudam ao perceber no local comum um significado novo, e até mesmo, uma identificação pessoal”, afirma Kemmer.
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Humana Arquitetura
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarQuem melhor para falar sobre a importância dos espaços públicos e privados projetados para a vida humana que um Arquiteto? E quando este arquiteto e Marcos Kenji? Foi com ele que converso no Programa Cidades no Ar que vai ao ar na semana que vem. Kenji é um dos projetistas que colaborou para o Jardim do Japão e foi responsável por criar inúmeros espaços em nossa cidade.
Marcos valou da importância que a arquitetura ganhou nos últimos 20 anos e o quanto se valorizou construções civis com a presença do arquiteto. “Paramos de padronizar os espaços e aprendemos a dar uma identidade humana a ele”, afirma Kenji.
Para o arquiteto, muitas pessoas idealizam as construções, mas não entendem sua função. Quando se trata de um ambiente privado a contradição é ainda maior, muitos idealizam uma residência em sonhos sem compreender onde se fundamenta seus hábitos. Uma residência tem que ser projetada e construída para quem vai habitá-la, afirma Marcos Kenji.
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Pais incompetentes, filhos sem limites
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarNas escolas está a demonstração da dificuldade de pensar na convivência levando em consideração o direito de outras pessoas. Jovens tem dificuldade de sair de seus interesses e perceber o quanto suas atitudes prejudicam a vida de outras pessoas. Estas afirmações são da psicóloga escolar, Juliana Araújo de Almeida. Ela defende a educação com limites e com o papel dos pais como elementos de controle da vida dos filhos. Segundo a psicóloga, os pais sedem por temer perder o amor dos filhos e são permissivos. Ao final serão eles, os pais, que pagaram caro pela intolerância dos filhos.
Na escola a relação de paternalismo dos pais é uma demonstração da fraqueza e incapacidade de colocar limite nas crianças e adolescentes. Filhos não podem ver os pais como amigos, mas como aqueles que os criam e determinam condições para suas vidas. Estes são alguns pontos defendidos pela psicóloga Juliana Almeida.
Você pode assistir esta entrevista na RIC/RECORD, canal 13 aberto, 12 na TV a cabo. O Programa Cidades no Ar é exibido as 8 horas da manhã, de segunda a sexta-feira.
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Animais humanizados
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarEstamos tratando dos animais domésticos como seres humanos e permitindo excessos por falta de capacidade de cuidá-los. Esta afirmação é do médico veterinário Cláudio Machado da Silva. Segundo ele, os pets shops precisam ter responsabilidade na venda de animais e no atendimento a seus donos. Ao vender o animal de estimação é preciso ter informações sobre o ambiente em que o animal irá viver e avaliar necessidade e capacidade de quem quer tê-lo.
Em muitos casos o abandono dos animais se dá pela falta de tempo de muitas pessoas. É impossível associar a vida agitada e corrida, hoje em dia, com a presença de um animal dentro de casa. Gostamos dos bichinhos, mas não entendemos que eles não se criam sem limites e cuidados, afirma o médico veterinário.
Entrevistei o médico veterinário Cláudio Machado da Silva no Programa Cidades no Ar.
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Ensino à Distância Cada Vez Mais Perto
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarPor mais que persista o preconceito em relação ao ensino à distância ele cresce no Brasil. Hoje mais de 200 mil pessoas estão ligados a este sistema de ensino. Em Maringá, centro universitário promove o ensino a distância para 6 mil alunos e o número não para de crescer. O diretor do EAD – Ensino a Distância do Cesumar, William Matos Silva defende a capacidade de o aluno desenvolver sua qualificação como um autodidata. “Não é à distância de um ambiente tradicional de ensino que vai medir a qualidade do conhecimento”, afirma Silva. Para ele o as redes de EAD podem oferecer condições didáticas favoráveis, e muitas vezes melhores, para que a formação de um profissional seja adequada. “Na Europa o ensino à distância já é um sucesso e referência na contratação de profissionais”, afirma ele.
William Silva deu entrevista no Programa Cidades no Ar, e será exibida na próxima semana, às 8 horas da manhã.
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Precisa-se de Cidadãos
fevereiro 23rd, 2010Author: Gilson AguiarHoje (23 de fevereiro de 2010) foi um dia de desfilar a crise da cidade de Sarandi. A CP (Comissão Processante) da Câmara de Vereadores do município decidiu pela cassação do prefeito. O principal argumento foi a falta de provas por parte de Milton Martini para sua defesa.
Martini é mais um capítulo da crise que a cidade vive há décadas. O resultado da CP alia-se a outros tantos fatos que demonstram o abandono da população a mercê de interesses imediatos de personagens políticos ou a manipulação do poder, muitas vezes econômica. Um dos exemplos foi o loteamento desordenado da cidade para atender a especulação imobiliária, hoje traduzida em falta de saneamento na maior parte da cidade.
Dentro da estrutura administrativa da cidade, a falta de fiscalização do Poder Legislativo e interferência do Ministério Público no levantamento de denúncias, que agora se apresenta, é uma exceção tardia. Contudo, melhor do que nunca.
O planejamento da cidade necessita ser feito com a participação da sociedade organizada e presença das cidades da Região Metropolitana de Maringá. A Coordenadoria da Região Metropolitana infelizmente existe apenas no papel. A sociedade civil não pode esperar apoio do poder público para mudanças. Sarandi, mais do que nunca, precisa de exercício de cidadania.
O que preocupa agora são os desdobramentos dos fatos, independente da cassação de Martini ou não ser cassado. A dívida social do poder municipal com o cidadão é imensa, um desafio que está por se fazer e acumula problemas.
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Bruckner e “A Tentação da Inocência”.
dezembro 26th, 2009Author: Gilson AguiarComo as pessoas estão dispostas a receberem “tudo” somente por existirem. A construção da vida parece uma dádiva por si mesma. Não contamos que existir depende principalmente do ato de construir nossa existência e de que ela é herdeira de outras que a antecederam.
Assim como Baudrillard, Bruckner demonstra o quanto os objetos vivem e nós somos passivos espectadores dele. O quanto a existência e o sentido está nas coisas e não em nós. O elemento mais importante desta condição se apresenta na relação que estabelecemos com o mundo material.
Temos a intensa sensação de que apreendemos com os elementos mágicos da publicidade a ver o mundo como nos anúncios expressos nos meios de comunicação, ou espalhados pela cidade através de outdoors e placas luminosas, letreiros e vitrines. A via é melhor no paraíso terrestre das coisas que nos cercam por imagens encantadoras que expressam a verdade do hoje sem passado ou preocupação com o futuro.
O interessante na obra de Brukner é a relação que o autor estabelece entre a sociedade de consumo e a infantilidade do homem contemporâneo. A fragilidade que a lógica publicitária impregna no elemento humano contemporâneo. Esta visão imediata é ao mesmo tempo herança da riqueza e condenação da Civilização Ocidental.
Nas periferias urbanas do Ocidente assistimos a esta idolatria desmedida que arregimenta mão de obra para o tráfico de drogas. Ao mesmo tempo enchem de orgulho superficial os moradores das áreas mais protegidas e abastadas. Os idiotas estão por todos os lados.
O Estado protecionista de nossos dias é um contribuinte eficiente na prática de estimular o desejo publicitário. Ele mesmo é fruto de uma publicidade constante que o coloca acima de defeitos e contradições. A popularidade de um presidente é medida de aparições alucinantes e anúncios bombásticos de práticas inexistentes. O governante se mistura a propagandas de sabão em pós, celulares e a inclusiva linha branca, que para o estado tem mais eficiência na inclusão social do que o emprego.
Ler Brukner é um caminho para se entender a alucinada era do consumo forjado pela ditadura esquerdizante, viciada em soluções paternalistas que insiste em chamar de inclusivas e protetoras. É o vício de que teremos acesso pela dádiva infantil de quem cria o cidadão como uma criança mimada, tudo quer, a tudo tem direito, nada pode lhe faltar, sem nada merecer.
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Umbigo urbano
dezembro 23rd, 2009Author: Gilson AguiarFico estarrecido com os debates a cerca do planejamento urbano, estou falando especificamente da Conferência das Cidades que ocorreu em Maringá nesta semana (21 a 23 de dezembro). Parece ilusória a discussão sobre “casas geminadas”, “área de contenção” e espaços públicos.
A contrariedade as regras do mercado debatidas com inclusão pelo consumo a lotes urbanos, e pouco debates sobre a viabilidade de acesso aos serviços, dominou o tumultuado encontro entre poder público e sociedade civil, na referida conferência.
O que surpreende sãs as defesas da esquerda vitimista e infantil sobre o direito dos trabalhadores que, excluídos das benesses do consumo dos espaços urbanos privados, esquece da viabilidade de adquiri-los.
Os “sacros defensores dos excluídos” valorizam o mais ridículo exercício da luta pelo terreno ideal sem programar a luta por regras de acessibilidade e condição de vida, principalmente o trabalho e a má gestão do dinheiro público. Pregam o consumo sem entender as condições em que se produz o direito de existir nas leis de mercado.
Folheando o jornal “O Diário do Norte do Paraná”, ouvindo a CBN, entendi a ridícula preocupação que levou a espacamentos, tumulto e as retiradas da plenária pelos descontentes “excluídos”. O consumo organizado, aliado do poder público venceu os desorganizados e limitados consumidores revestidos de cidadãos.
Estamos discutindo o preço do terreno, mas não estamos discutindo a viabilidade ao emprego e sua manutenção no espaço urbano. Uma discussão mais séria deveria levar em consideração as vias de acesso, como o transporte coletivo e a infra-estrutura nas cidades vizinhas na “Região Metropolitana”.
Discussão sobre uma cidade deve ter em mente a herança de um espaço urbano que recebemos de gerações passadas e que, em sua dinâmica, denunciam as suas forças sociais, as relações com o poder público e todos os problemas que temos que enfrentar no dia-a-dia.
Quando debatemos, por exemplo, a extinção das casas geminadas em terrenos com menos de 300 m2 não levamos em consideração que a exploração imobiliária também é o empilhamento de indivíduos em um mesmo terreno, o que é tão nocivo quanto à supervalorização dos terrenos e os condomínios horizontais.
Vejo que o espaço urbano é uma denúncia constante, mas que tem que ser entendido pela sua construção ao longo do tempo. Nossos excessos de carros deveriam ser combatidos com taxas de circulação de veículos nas áreas centrais. O estímulo ao transporte coletivo em detrimento do individual deve ser o ponto mais importante de uma conferência que discute a cidade de Maringá.
O transporte coletivo é tema relevante e valoriza a democracia e da acessibilidade ao deslocamento. Passe integrado para a região metropolitana é um boa defesa. Além deste, disseminar o uso da bicicleta, valorizar o pedestre e instruí-lo dentro de uma maximização das vias de acesso, calçadas, faixas de pedestres, praças, etc.
Porém, discutir uma cidade isolada das demais regiões que a cercam, principalmente as cidades que estão interligadas, é tarefa inútil. Uma conferência metropolitana seria um fórum mais adequado.
Um exemplo disto é o que acontece com Sarandi hoje. Uma cidade que vive uma crise política administrativa deflagrada nesta gestão, mas que já é pratica comum ao longo das administrações passadas. Muitos de nossos trabalhadores residem nas cidades vizinhas, os problemas deles nos dizem respeito, a falta de infra-estrutura urbana, saúde, educação e violência se desdobram em nossa realidade.
Enquanto se valoriza o espaço urbano de Maringá, são jogados milhares de trabalhadores nas cidades ao entorno. Estas regiões precisam de condições de habitação dignas em sua cidade, de locomoção adequada e acessível à Maringá. Se isso ocorresse, poderíamos ficar nos devaneios de nossa Conferência das Cidades sobre a decoração do condomínio fechado que Maringá se transforma a cada dia com tempo e sem medo de sermos invadidos.
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WRA Gestão em T.I.



